quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Hanson Day - parte 2 - Cheguei, e agora?

Pense numa pessoa afobada querendo participar de todas as atividades. Assim fui eu! Comprei todos os ingressos disponíveis no site e me envolvi em mais eventos nos quais nem cheguei a comparecer, como sessão de fotos com o Steve Cluck ou o tributo a Bob Dylan, onde eles cantaram algumas poucas músicas. O show nem fazia parte do calendário do evento e lá fui eu comprar ingresso. Por favor, tenham calma! Vocês verão Hanson de graça pelas ruas mais do que podem imaginar.

Assim que divulgarem a agenda do evento, procure se organizar. Anote em algum lugar, faça uma lista, uma planilha... o que funcionar melhor pra você. Eu fiz uma tabela pra me orientar com horário pra tudo, desde o dia em que eu chegava na cidade até a hora de voltar pro Brasil. Você vai fazer tudo? Talvez não. Mas acredito que o que mais aconteceu fora do que planejei foi pra comer alguma coisa ou ir ao hotel tomar banho e trocar de roupa. Às vezes não dá tempo mesmo!

Esta foi a agenda do evento disponibilizada no Hanson.net:

 Esta é a minha:
Provavelmente, você vai precisar da ajuda das amigas que vai encontrar ou que vão com você pra montar sua grade e fazer com que os horários sejam os mesmos em algumas atividades. Se você tem pessoas para conhecer/encontrar, é bom pensar nisso também.

Vou contar o que aconteceu na realidade desde o primeiro dia.

*18/05/2016 - Quarta-feira

Cheguei de manhã na cidade já tenho encontrado uma amiga que alugou carro para bater perna. Nada de descansar. Museu Philbrook, Rota 66, Rio Arkansas, o Golden Driller, passadinha no shopping Woodland Hills. Correria! Almoço no Mexicali sentada estrategicamente em frente ao 3CG pra quem sabe ver alguém antes da hora. Ninguém vai te julgar, amada. Toda fã faz isso fingindo que não tá nem aí, mas vai lá pra ficar de olho, como quem não quer nada.  Também fazem isso na Antoinette Bakery. A gente é doida!

Fotos: Instagram @alelubets
Cheguei no hotel mortinha da Silva, jet lag batendo forte, mais de 24h sem dormir direito. Não teve jeito. Deixei de encontrar umas amigas e perdi a sessão de fotos do Steve Cluck. Pra quem não sabe, é o cara que faz as camisetas I heart Tulsa e Don't hate the 918. Uma amiga estava organizando, era só aparecer, comprar uma das blusas e tirar a foto pra ser exibida ao longo do ano nas redes sociais dele. Não tive pique pra sair e acabei indo pra cama às 20h, depois de beber um chá. Suspeitei que fosse reação da vacina contra gripe que tomei dois dias antes de viajar, mas acho que era só cansaço mesmo.



*19/05/2016 -  Quinta-feira

Era dia de karaokê com Isaac e a lista de músicas havia sido divulgada no hnet. Muitas opções engraçadas, mas cadê coragem pra cantar na frente de um monte de desconhecidos? Fui lendo a caminho do Greenwood District, bairro onde os meninos gravaram o clipe de Thinking 'bout something. Não só por isso, também tínhamos agendado uma visita guiada no Greenwood Cultural Center, que o guia acabou não aparecendo e fizemos a visita por conta própria. Ainda bem que tínhamos feito nossas pesquisas previamente sobre a rebelião racial em Tulsa, uma história triste e trágica que a gente ainda vê pelas calçadas do bairro. Também teve repeteco de Museu Philbrook porque o lugar é lindo demais pra ver uma vez só e fiz questão de acompanhar minhas roomies dessa vez.



Fotos: Instagram @alelubets


Registration 

Certo, agora chega de turistar. Primeira fila do dia: registration. Momento de pegar todos os ingressos que você comprou pelo hnet, mais seu EP, pulseirinhas, camiseta do boliche, tudo o que te devem. Encontrei muitas amigas virtuais pela primeira vez e para minha surpresa, ao descer do carro para ir em direção à fila, quem estava na esquina de bobeira conversando com umas duas ou três fãs uniformizadas? Z-A-C. Eita, eita, eita! Não esperava vê-lo antes de sábado, quando teria o boliche. Mal sabia eu que até lá, o veria zilhões de vezes. Pra resumir, quando atravessamos a rua, as fãs já tinham ido embora e a única pessoa com ele era uma amiga minha. Motivo pra me aproximar? Nem queria. Só precisei dizer oi pra ele dar um sorrisão, estender a mão pra mim e me inserir na conversa. Quem disse que falar sobre o tempo é uma má ideia? Ele não deve achar porque explicou toda a meteorologia de Oklahoma em 15 min, dizendo que se tivesse tornado, sairíamos voando igual a vaca do filme, porém mais estraçalhados. Saí da conversa em direção a loja improvisada no 3CG pra ver se já conseguia comprar alguma coisa. Me senti tão evoluída em sair da conversa antes de acabar, hahaha. Ah, e nada de foto. Teríamos tempo pra isso. Há não ser uma super desfocada que minha amiga tirou das pernas dele enquanto conversava com a gente. Ai, Deus!



1. Fila pra pegar o kit; 2. O kit; 3. Exato momento em que eu estava na fila fingindo que Zac não existia logo atrás de mim.
 Fotos: Instagram @alelubets; a última eu recebi de alguém, talvez um screenshot do Snap.

Demorou bastante até finalmente estarmos com nossos kits em mãos. Ao olhar no relógio, vimos que não teríamos tempo de ir ao hotel e voltar a tempo. Exagero meu! Mas perderíamos algum tempo sim e já começava a se formar uma fila em frente ao Vanguard, onde aconteceria o karaokê.

 Foto: Instagram @alelubets

Karaokê

O karaokê foi uma das melhores atividades do Hanson Day. Isaac não conseguia se aquietar por um minuto. Cantou "A minute without you" (vídeo aqui)  sozinho, só pra quebrar o gelo e fazer a gente perder a vergonha. Não adiantou muito. Foram necessários uns cranberry vodka
Isaac acabou cantando várias músicas com fãs que se aventuraram subir ao palco e em um momento que a colega teve dificuldades com o microfone, não só Isaac tentou ajudar, mas Taylor surgiu do nada pra cantar junto (vídeo aqui). Primeiro dia e já tinha visto os três? Podia até voltar pra casa já.


*20/05/2016 - Sexta-feira

Seria um dia cheio e louco, então precisamos acordar cedo. Amanheceu chovendo e frio pacas, completamente diferente da previsão para aqueles dias. Fomos até à Dwelling Spaces tomar o famoso café com logo Hanson, onde eles fazem espertamente um concurso todo ano pra ver qual irmão recebe mais gorjetas. Não sei o destino desse dinheiro, mas provavelmente fica pra própria loja.


Lógico que Zac ficou com minhas moedinhas! Ah, ele foi o vencedor de 2016. Foto: Instagram @alelubets



Café na mão, partimos pra galeria antes das 9h, horário de abertura. Não se espante ao encontrar uma fila, pois algumas meninas dormem por lá pra garantir levar pra casa um quadro ou outro objeto pintado por Zac. As obras são bem caras - de $400 a $1000 - e você já se sente muito feliz por poder comprar uma foto tirada por Taylor por apenas (?) $40. Essas fotos tem várias cópias disponíveis, então não precisa dormir na fila. Caso não tenha a foto que você escolheu dentre muitas à venda, eles enviam pra você por correio. Prepara pro frete!
Eu era a última da fila quando alguém abriu a porta (que eu estava no caminho). Quem era? Zac de novo! Que. Susto. Maravilhoso. Coisa linda de se ver e muito falante. As duas horas que esperamos para finalmente subir pra sala de exposição foram muito bem gastas com ele falando bobagem pra distrair a gente.

Depois disso, adivinhem só, não daria tempo de trocar de roupa para a foto oficial que começaria ao meio-dia. Olhei pra mim e pensei: não tá ruim, não. Já entrei na fila para as fotos que tinha pelo menos umas 50 pessoas uma hora antes de começar. Levei um batonzinho pra dar uma dignidade e lá estava eu, toda besta entre Taylor e Zac. Num total de 5 cliques, pelo que pude contar, a cada um deles, Taylor catava mais o nosso ombro pra perto com a delicadeza de um pedreiro.



Acho que deu comer nesse dia, já que as palestras começariam às 15h. 


Palestras

A palestra do Isaac foi de longe a melhor de todas. Alguns se sentem desconfortáveis por esse mix de autoajuda e aconselhamento espiritual que às vezes ele segue, mas foi especial demais. Chorava do início ao fim e parecia que ele estava falando só pra mim.



Não lembro muito bem o tempo determinado pra cada palestra, mas claramente Isaac teve mais tempo e taylor parecia correr contra o tempo pra terminar a dele. O tema era "Unwritten" e ele falou sobre não desperdiçar os momentos, não desvalorizar o que você faz, não fazer pouco caso do que você acredita. Ainda tinha um pouco do que Isaac havia acabado de falar, mas a pressa aparente acabou fazendo com que não fosse tão tocante quanto o que tínhamos acabado de experimentar com Ike.


E na palestra de Zac, fizemos as maluquices que ele orientava pra gravar a música Choo choo trains of thought, que era o nome da palestra também. Muitas gargalhadas e vergonha alheia pela dança desengonçada que ele fazia. Foi divertido.



Finalmente, teria um intervalo jantar no Caz's (aquele ingresso do fã-clube) e passar no hotel pra voltar bonita. Claro que nesse intervalo, tive que pular aquele tributo ao Bob Dylan no Cain's Ballroom. Era isso ou um banho decente. Fiquei com o banho! Afinal, em poucas horas estaríamos de volta pra Dance party com DJ Taylor.


Dance Party

A festa foi bem legal e durou até às 2h da manhã porque o DJ chegou atrasado. A playlist é bem interessante e tem cara de ser montada de acordo com o gosto pessoal dele, porque tem hora que você não acredita. Agora que fui à dance party no BTTI também, acho que posso dizer que a do Hanson Day foi bem melhor e o lugar era mais apropriado pra uma festa como aquela.




No próximo post, vou falar sobre as atividades do dia do show e Hop Jam (sábado e domingo). Este post ficou gigantesco. Desculpa!

3 comentários:

  1. Aiii, tou ficando tensaaaaaa!!!
    Amei o post, super explicativo e divertido 😘

    ResponderExcluir
  2. Vários gritos a cada linha, antes de ler eu já tava te achando super madura quando concluí que tu conseguiu sair do papo com o Zac.
    Ps. 1 Reconheci pela bunda dele na foto haha
    Ps.2 DJ Taylor gosta de I Wanna Dance With Somebody?!! Eu adorei isso!


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ele ama essa música! Não sai da playlist dele 😄

      Excluir

Obrigada pela visita!!!